sábado, 3 de março de 2012 0 comentários

Ilusão

















"Se a tristeza e a dor fossem apenas ilusões, isso não te deixaria mais animada?" - Tenoh Haruka, Sailor Moon


Talvez esse seja uma boa consolação. Se algum dia tudo isso tiver sido apenas uma ilusão... Se na verdade a tristeza e a dor não existirem... Bem... Quem sabe nada mais faça diferença?
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Solidão















Tenho pensado muito sobre a fragilidade dos relacionamentos. Sobre as pessoas. Elas parecem bolhas de sabão na nossa vida. Uma hora estão ali, te rodeando, te fazendo sorrir e no momento seguinte elas voaram para longe, ou estouraram e... E você nunca mais vai vê-las.
Acho injusto.
Por que existe o amor se ele não é para sempre?
Nunca é para sempre.
Mesmo que uma pessoa fique com você até que a morte te separe dela... Bem... Eventualmente, a morte vai vir para separar.
Por que? Por que a gente tem que se apegar tanto às pessoas, por que a gente tem que amar, só para ter que lidar com a dor devastadora da perda depois? Por que a gente não pode escolher controlar nossos sentimentos?
Sei que eu me fui da vida de muitas pessoas, injustamente e as deixei com esse sentimento de vazio e solidão que eu sinto por outras pessoas terem me deixado. Terem partido para longe. Estarem partindo para longe. Um dia, tenho certeza, partirão para longe.
Eu não estou preparada para dizer adeus a certas pessoas e acho que nunca estarei. Mas, de que adianta? A vida é implacável contra isso. Não tem solução. Mas, ultimamente, isso tem massacrado meu coração e me deixado tão, tão melancólica...
Parece que não posso me segurar em ninguém e eu tenho essa necessidade de me segurar em alguém. De saber que ela vai estar sempre ali. Pelo menos ela. Pelo menos alguém. Mas não. Não importa o quanto eu me agarre nelas, elas estão partindo lentamente... E estão me deixando. E eu vou acabar sozinha. Todos vão.
No fim, tudo se resume a apenas você mesmo.
Então por que o amor existe?
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012 0 comentários

Shadow














"Você, que é mãe, lembre-se de que o seu exemplo é a lição mais forte para o seu filho.
Não discuta com seu marido diante das crianças.
Não critique o pai diante dos filhos.
Não fale mal dele.
Nunca o diminua com desprezo.
O exemplo de um lar bem constituído é a maior felicidade que você pode legar a seus filhos.
Por amor deles, saiba sofrer, se for preciso, porque eles são frutos que você mesma gerou."

Minutos de Sabedoria
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Ansiedade















"Sofro por antecipação. Morro antes de levar o tiro." - Caio Augusto Leite
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Comer, comer















Os problemas com a comida me perseguem desde que eu me entendo por gente. Não sei se é assim com todo mundo que tem distúrbio alimentar, mas comigo foi. Eis o meu relato. Deixava minha mãe e minha avó malucas na hora da comida porque eu simplesmente não comia. Minha mãe se queixava para o médico e ele perguntava se eu comia besteira, tipo McDonald. A resposta? Eu não comia nada mesmo. Eu não gostava de comer. Estar na mesa era um sofrimento porque eu tinha que ouvir todos os tipos de barganhas e ameaças para comer pelo menos metade do que estava no prato. "Só mais cinco colheradas!" "Se não comer, não vai ganhar uma coisa." "Se não comer, mamãe vai ficar triste." "Se não comer vai ficar doente!" E aí dividiam a comida no prato, me incentivando a comer só um dos lados. Até hoje eu tenho essa maldita mania de dividir a comida quando sinto a falta de apetite se apoderar de mim.
Cresci menos do que a maioria das pessoas. Fui, possivelmente, a todos os endocrinologistas do Rio de Janeiro. Me fartei de fazer exames de sangue, radiografias das mãos e ouvir sobre hipófise e outros hormônios. E sabe o que todos os médicos diziam quando viam meu corpo magrelo e eu subia na balança e lá estavam os 20 kg de sempre? "Essa garota é desnutrida." "Ela precisa comer." "Um danoninho vale por um bifinho." Etc etc etc.
Isso cansa.
Parei de crescer em 1,47 m de altura e, de verdade, nunca me incomodei com isso. Talvez como um protesto a toda essa chatice que me fizeram passar. Ouvi tantas críticas da família, não aguentava minha avó me mandando comer. Era uma tortura. Tudo na minha vida girava em torno de que "eu não comia." E, contraditoriamente, meus exames de sangue sempre foram perfeitos. Mas alguém notava isso?
Aí eu cresci, tomei um bendito remédio que me fez engordar 7,5 kg (não, não foi nenhum remédio para abrir o apetite, e eu já tomei todos possíveis também), e quase tive uma anorexia. Graças a Deus isso não foi para frente, essa minha paranóia para emagrecer. Mas também, cinco anos depois, graças a problemas de família, acredito eu, que contribuíram para elevar minha ansiedade, já problemática, para fora dos limites, eu emagreci 6 kg. Não tinha quem não me visse que não dissesse que eu estava com cara de doente. Minhas roupas ficaram enormes. Calças tamanho 34 que tinham que ser diminuídas. Calça tamanho 32 que eu vestia com outra calça por baixo. E, o pior de tudo: podia passar dias com uma refeição apenas no estômago. E só de colocar qualquer coisa na boca eu tinha ânsia de vômito.
Descobri que estava com anorexia no ano passado. Já recuperei 4 kg, graças a Deus, e não pareço mais doente. Mas a perseguição com a comida continua. Semanalmente tenho que ouvir meu psiquiatra me perguntar como está minha alimentação, o que eu estou comendo, como estou comendo. Tive que aguentar uma vigilância excruciante da minha alimentação da parte da minha família. De novo. De novo, de novo, me via com 7 anos de idade dividindo a comida no prato, sendo obrigada a comer, sendo ameaçada a ser internada, sendo ameaçada pelos ponteiros da balança, por cada 100 gramas que eu ganhava ou perdia, sendo prometida com presentes ou broncas intermináveis e... Ahhhhhh!
A perseguição continua. Ainda passo alguns dias sem comer mais que duas refeições e agora é minha consciência que briga comigo, mais do que minha família e meu médico. Aflição sempre quando subo à balança. Eu queria poder ter uma relação normal com a comida, mas acho que vai ser sempre, sempre assim, não é?
A balança estacionou nos 38,2 kg e eu continuo cortando a comida em pedacinhos, me obrigando a comer mais cinco colheradas. Isso é quase uma lavagem cerebral. Vou dizer, isso é difícil de aguentar.
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012 0 comentários

Passe adiante




















Às vezes eu pareço uma bebê chorona e tenho certeza de que muita gente pensa isso de mim (principalmente quem me conhece pessoalmente ou que me segue no twitter haha). Eu nunca, nunca mesmo, tive vergonha ou receio de mostrar o que eu sinto ou o que eu penso. Em determinados momentos isso pode se parecer com falta de dignidade ou drama. Porque quando eu quero chorar eu choro na frente de quem for. Quando eu quero dar chilique eu dou em qualquer situação. Quando eu quero reclamar eu reclamo sem me importar com quem vai ouvir. Porque eu sou muito transparente e fiel aos meus sentimentos. E, na verdade, podem dizer o que quiser, mas eu acho eu essa é uma das minhas maiores qualidades.
As pessoas costumam dizer que devemos sorrir mesmo quando estamos tristes e que devemos esconder nossos problemas para não parecermos fracos. Eu considero esses pensamentos ridículos. Coisa de gente orgulhosa demais. E, na minha opinião, os sábios são humildes. Que se dane o que vão pensar de mim. Que se dane se vão achar que sou fraca! Eu sou fraca, sim. Mas também sou forte. Como todo ser humano, tenho essa dualidade em mim. Não sou perfeita e não tenho pretensão de parecer perfeita. Pelo menos, não mais. Todo mundo tem problemas, tristezas, fraquezas e elas não vão desaparecer se eu fingir que elas não existem e andar por aí como se fosse indestrutível. Por que eu haveria de esconder o que eu sinto?
Aí vem a frase clássica: "As pessoas não se importam com o que você sente, elas não querem saber."
Alto lá.
Eu sou a prova viva de que isso não é verdade. Porque, mostrando abertamente todas as dificuldades que eu tenho passado, eu já consegui ajudar pessoas. Sim. Eu consegui fazer com que elas sentissem que não estavam sozinhas, que elas soubessem onde buscar apoio com alguém que passava pelo mesmo que elas. Eu pude ser uma inspiração e fonte de esperança para elas nas minhas vitórias e pude ser um conforto e uma identificação nas minhas derrotas. E, por outro lado, por ter conhecido pessoas que, do mesmo jeito que eu, não se importaram de mostrar seus problemas e fraquezas, eu pude me sentir confortada, consolada. Eu pude encontrar forças, apoio e compreensão. E isso foi fundamental para que eu seguisse em frente nos momentos mais difíceis. Graças a Deus existem pessoas que não tem medo de mostrar o que sentem!
Uma vez eu estava lendo uma oração para a Síndrome do Pânico e algo me chamou atenção nela, uma frase que instruía a ajudar as pessoas com o mesmo problema a partir de suas experiências. E é isso que eu tenho feito. E é isso que acontece. Se temos a sorte de passarmos por experiências ruins e sobrevivermos a elas, porque não ajudarmos as pessoas com os mesmos problemas, utilizando-nos da nossa vivência? Todos nós temos que carregar uma cruz. Mas é muito mais fácil quando temos parceiros que entendam o exato peso da nossa cruz, que saibam os melhores meios de carregá-la para te ensinar ou que vão estar ali, caminhando ao seu lado, sabendo pelo que você está passando e te apoiando. Experiência própria.
Esse blog é apenas para expressar minha opinião, não para convencer ninguém de nada. E esse recado é para mim: Passe adiante. Continue passando adiante. Não tenha medo de sentir o que sente. Não tenha medo de ser quem você é.
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012 0 comentários

Do que você precisa?

















Strength and Courage, please.
 
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